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terça-feira, 20 de março de 2012

Presidente vencedora do Nobel da Paz defende lei que pune gays

Ellen Johnson Sirleaf, presidente da Libéria, defendeu uma lei que criminaliza atos homossexuais em seu país 

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, uma das vencedoras do Prêmio Nobel da Paz de 2011, defendeu uma lei que criminaliza atos homossexuais em seu país, dizendo que "nós gostamos de nós mesmos do jeito que somos". Sirleaf concedeu uma entrevista ao jornal The Guardian com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que lidera uma fundação de ajuda a países africanos.
A legislação liberiana pune a "sodomia voluntária" com até um ano de prisão, mas dois novos projetos de lei que têm os homossexuais como alvo permitiriam sentenças muito mais duras. "Nós temos certos valores tradicionais em nossa sociedade que nós gostaríamos de preservar", afirmou Ellen Johnson Sirleaf. Tony Blair, que visita a Libéria como fundador da Africa Governance Initiative (Iniciativa Governança da África, em tradução livre), se recusou a comentar as afirmações da presidente.
Quando questionado se bons governos andam lado a lado com os direitos humanos, o ex-primeiro-ministro britânico disse: "eu não vou responder sobre isso". "Uma das vantagens de fazer o que eu faço hoje é que eu posso escolher os assuntos nos quais eu me envolvo e os assuntos nos quais eu não me envolvo. Para nós, as prioridades estão em energia, estradas, oferta de empregos", afirmou Blair.
Durante os 10 anos nos quais atuou como primeiro-ministro do Reino Unido, de 1997 a 2007, Tony Blair lutou pela igualdade jurídica dos gays, pressionando leis sobre união civil, levantando a proibição de homossexuais nas forças armadas e reduzindo a idade para consentimento de gays para 16 anos. Católico convertido, ele pediu que o Papa repensasse suas visões "entrincheiradas" e oferecesse direitos iguais para gays e lésbicas. Mas os direitos dos homossexuais, ele disse, não eram algo que ele estava preparado para discutir como conselheiro de líderes africanos.
Não há registros recentes na Libéria de condenações pela lei da "sodomia voluntária", segundo relatório do departamento de Direitos Humanos do governo dos Estados Unidos. Entretanto, ativistas antigays propuseram duas novas leis que levariam o combate aos homossexuais muito mais longe. Uma delas mudaria o código penal para tornar uma pessoa culpada de crime de segundo grau se ela "seduzisse, encorajasse ou promovesse outra pessoa do mesmo sexo a se envolver em atos sexuais", ou "propositalmente se envolvesse em atos que levassem ou tendessem a levar outra pessoa do mesmo sexo a ter relações sexuais". A pena prevista é de até cinco anos.
O segundo projeto de lei - elaborado por Jewel Howard Taylor, ex-mulher do ex-presidente liberiano Charles Taylor - tornaria o casamento gay um crime com pena de até 10 anos de prisão. Jewel Howard Taylor disse aoThe Guardian que "(a homossexualidade) é uma ofensa criminal, é não-africano". "É um problema em nossa sociedade. Nós consideramos que um comportamento sexual desviante é um comportamento criminoso", afirmou ela. "Nós estamos apenas tentando reforçar nossas leis locais. Não é uma tentativa de banir os homossexuais", disse Jewel Howard Taylor.

Fonte: http://noticias.terra.com.br

quarta-feira, 14 de março de 2012

Quem disse que um casal precisa ser feito de dois?!



Foto: Os sonhadores (2003), de Bernardo Bertolucci

Nos acostumamos com o usual e olhamos feio para o diferente. Acontece assim com tudo na nossa vida. Basta observar, por exemplo, a razão para termos medo de um inseto estranho que entra na nossa casa – você sabe que o bichinho é milhares de vezes menor que você e, portanto, muito mais indefeso, e mesmo assim fica com medo, quer matá-lo, fica incomodado com sua presença. Isso acontece em uma escala diferente com pessoas que escolhem se relacionar de formas alternativas. Algum dia, determinaram que um relacionamento teria que ser feito de duas pessoas. Pessoas que escolhem viver fora desse padrão são muitas vezes vistas como extra-terrestres. Mas se você colocar por um minuto seus PRÉ-conceitos de lado e pensar qual mal há nisso, provavelmente não vai encontrar muitas razões. Isso não significa que devemos todos abandonar nossas duplas e viver relacionamentos grupais, mas precisamos de uma vez por todas entender que as pessoas têm direito de escolha – sem apelar para velhos argumentos de que Deus fez assim, de que na natureza é assim que funciona. Um relacionamento que funciona de verdade, é aquele no qual as pessoas envolvidas estão felizes.Nos acostumamos com o usual e olhamos feio para o diferente. Acontece assim com tudo na nossa vida. Basta observar, por exemplo, a razão para termos medo de um inseto estranho que entra na nossa casa – você sabe que o bichinho é milhares de vezes menor que você e, portanto, muito mais indefeso, e mesmo assim fica com medo, quer matá-lo, fica incomodado com sua presença. Isso acontece em uma escala diferente com pessoas que escolhem se relacionar de formas alternativas. Algum dia, determinaram que um relacionamento teria que ser feito de duas pessoas. Pessoas que escolhem viver fora desse padrão são muitas vezes vistas como extra-terrestres. Mas se você colocar por um minuto seus PRÉ-conceitos de lado e pensar qual mal há nisso, provavelmente não vai encontrar muitas razões. Isso não significa que devemos todos abandonar nossas duplas e viver relacionamentos grupais, mas precisamos de uma vez por todas entender que as pessoas têm direito de escolha – sem apelar para velhos argumentos de que Deus fez assim, de que na natureza é assim que funciona. Um relacionamento que funciona de verdade, é aquele no qual as pessoas envolvidas estão felizes.


"My Week with Marilyn"


A estreia é 27 de abril de 2012



Sinopse - "A musa Marilyn Monroe (Michelle Williams) está em Londres pela primeira vez para filmar “O príncipe encantado”. Colin Clark (Eddie Redmayne), o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier (Kenneth Branagh), sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX."

 Com 3 indicações ao Globo de Ouro (incluindo melhor atriz), a produção estreia dia 10 de fevereiro nos cinemas.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Lust for Life: Espetáculo Pornô Falcatrua em cartaz!!!

Em uma espécie de teatro onírico, os personagens desfilam seus vícios, desejos, rancores, sonhos e delírios. O espetáculo é baseado no livro Pornô, de Irvine Welsh, uma continuação do polêmico livro Trainspotting, que se tornou um clássico do cinema contemporâneo ao ser adaptado e levado às telas por Danny Boyle, em 1996.



Pornô mostra a vida dos desvirtuados personagens dez anos após a trama passada em Trainspotting, quando eles seguem à beira da marginalidade, envolvidos em trapaças e trambiques movidos a sexo, drogas e rock and roll: a ideia da trupe, ou melhor, de Sick Boy (Sérgio Guizé, em ótima atuação) é, como indica o título da peça, criar uma produtora de filmes pornôs. Sick Boy, aliás, lembra o personagem de Al Pacino em Scarface (1983), o traficante Tony Montana, tanto no figurino quanto no hábito de enfiar o rosto em uma montanha de cocaína.
Os atores, vale destacar, atuam com entrega e paixão, como pede o texto. A direção de Gustavo Machado traz elementos de vídeo, dança e teatro, e flui de maneira precisa, no limite entre a informalidade que permeia a encenação e a precisão de se levar a cabo um projeto tão livre e inusitado em sua apresentação.
Um detalhe que colabora com a singularidade do espetáculo é o fato de ser encenado no Studio SP, que, na verdade, não é um teatro propriamente dito: com uma pista de dança no centro, um coreto onde bandas e artistas da cena independente se apresentam em uma das extremidades, e um bar na outra, permite uma interação entre atores e plateia. Tudo é cenário. Inclusive o público, que fica acomodado entre cadeiras e poltronas espalhadas pelo ambiente, e também nas arquibancadas móveis instaladas.
Aos poucos os atores entram em cena, misturando-se à plateia, numa interação pulsante, ora com sorrisos, provocações e danças sobre cada um dos pequenos pulpitos que formam o cenário, ora com cenas antológicas, como os monólogos de Spud (Fábio Okc) e uma hilária orgia movida a pênis de borracha e estrelismos do diretor que a filmava.
Desejo de liberdade, quebra de padrões, ojeriza a róulos, desmistificação do sexo, arrependimento, emoção, gozo: lust for life.


Vá com o coração aberto e ânimo redobrado, pois depois da peça as cadeiras são retiradas, o cenário desfeito e tem vez uma balada, comandada por dois dos integrantes do elenco
(Abhiyana e Fábio Ock).
O elenco é completado por Ana Nero, Fernando Fechhio, Pablo Sgarbi, Ravel Cabral e Sofia Botelho.

Pornô – Falcatrua Nº 18.633

Até 28 de março de 2012
Studio SP – Vila Madalena
R. Inácio Pereira da Rocha, 170
Às quintas-feiras, às 22h

Ingressos: R$ 40 (porta) / R$ 20 (lista)


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Eu Feticho, Tu Fetichas, Eles Feticham, Nós Fetichamos.

Você já ouviu falar de parafilia?
Nome estranho, que parece de doença? Pode até ser. Mas acredite: você também está contaminado.
Bastante confundido com o fetiche, o termo se refere ao padrão de comportamento sexual onde a fonte de prazer não se encontra (ou resume) na cópula.
Vinil, algemas...gosta? É fetiche!
Ou seja, todo interesse de cunho sexual em determinados ambientes, roupas, comportamentos, texturas e práticas que não sejam consequências do puro e simples intercurso é parafilia. Já o fetichismo em si é uma das possibilidades da parafilia, referente ao desejo sexual vinculado a objetos inanimados, partes específicas do corpo e sua manipulação para fins eróticos.
Apesar das definições modernas, a classificação destes conceitos mudou com o tempo: Algumas práticas como o sexo oral e a masturbação já foram consideradas parafilias no passado, embora hoje sejam entendidos como expressões comuns da sexualidade humana.

Bondage: gatas amarradas e muito mais.
Mas, uma coisa é fato: todos nós temos fetiches (ou parafilias!). Seja determinado tipo de lingerie, roupa, atitude, encenação ou práticas que vão desde um sutil tapinha até ao masoquismo mais elaborado, eu feticho, tu feticha, eles (e elas!) feticham e nós fetichamos. Todos.
Duvida? Tente relembrar as últimas imagens femininas que chamaram mais a sua atenção...alguma coisa familiar? Saltos altos, uniformes, roupas justas, decotes ou alguma característica que se repete?
Se percebeu algo, parabéns! Você também é um fetichista.
O destaque no pé não é acidental. Pergunte aos podólatras, que adoram essa parte do corpo.
Mas e aí, que tal largar o tabu e contar pra gente qual é a sua maior fantasia?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Erotismo e Orgasmos Proibidos no Séc. XVIII

Olá, Lovers!
Bem vindos ao seu mais novo portal de entretenimento e qualidade: A atmosfera de sensualidade da consagrada Revista Lovers Brasil é intercalada com informações relevantes, adventos tecnológicos e entretenimento de alto nível.
La Maja Desnuda, de Goya.
Aqui no blog, atualizaremos o conteúdo com estes aspectos imprescindíveis, e ainda revelar algumas das tentações que guardamos para as próximas edições da revista bimestral.

E para começo de conversa, apesar da abordagem moderna do erotismo como fantasiamos hoje, você sabia que a literatura erótica já povoava o consciente coletivo humano muito antes do século XX?
Pode parecer óbvio, uma vez que a sexualidade humana é inerente a nossa natureza. Porém, a forma como o erotismo literário retratou estas relações - durante períodos historicamente conservadores - pode surpreender muito.
Leitura altamente
recomendada!

Um dos maiores exemplos destas obras é o livro Teresa Filósofa, um romance erótico do século XVIII de autoria anônima (embora algumas vezes atribuída a Jean Baptiste de Boyer), que retrata a jornada de uma moça de origem conservadora e feições inocentes, porém, dotada de grande libido e apetite sexual.
Durante sua jornada, Teresa vaga entre conservadores e libertinos, cujos papéis muitas vezes se misturam.
Seu objetivo final? O orgasmo, a junção e a satisfação supremas.
Duvida do nível que o erotismo clássico pode alcançar? Confira aqui alguns trechos do livro, e inspire-se...

O conteúdo é só para adultos, é claro, e um deleite para a imaginação neste fim de tarde...
E aí, se surpreendeu com o erotismo do século XVIII? Então aguarde a sensualidade moderna que a Lovers Brasil reserva para seus leitores exclusivos. ;)

Até lá...